DISTANT SHORES, 2011
Óleo sobre papel, dimensões variadas.
No mapa da geografia imaginária, Eldorado faz as vezes da cobiçada cidade de ouro. Além de riqueza, representa um lugar de possibilidades e utopias. Nas palavras de Voltaire, em Cândido, esse espaço mítico "era cultivado tanto pelo prazer como pela necessidade; por toda parte, o útil era agradável".
A procura pela cidade inatingível trouxe muitos viajantes ao Brasil, em busca não apenas de fortuna, mas também de "honrarias, aparatos e glórias", como aponta Sergio Buarque de Holanda, em Visão do Paraíso.
O mito de Eldorado, que se renova quando o país do futuro parece, enfim, estar chegando lá, é o ponto de partida desta instalação. Mais do que a lenda, aqui se investiga a idealização do mundo, a invenção de imagens de felicidade e as impossibilidades ocultas em "clarões de desejo".
